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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Amor, por Daniel Glattauer



Muitas vezes tinha visto o livro @mor, do austríaco Daniel Glattauer, na Livraria Saraiva, mas nunca tinha parado para ver um pouquinho. Esses dias me peguei sem nenhum livro para ler, com um frio de congelar os ossos e nenhuma vontade de ver filme.

Procurei e consegui o livro. E m-e-u D-e-u-s! Foi uma das melhores aquisições que já fiz. Com o formado todo como se fossem e-mails, é uma leitura rápida, simples e extremamente prazerosa. Todo o livro gira em torno de Emmi Rothner e Leo Leike.

Tudo começa com Emmi - que aparentemente tem a "vida perfeita": um marido que a ama, dois enteados apaixonados por ela, um gato gordo que come ração de cachorro sem problemas, um trabalho agradável e uma boa casa - tentando cancelar a assinatura de uma revista assinada por sua mãe, mas acaba enviando o e-mail para a pessoa errada devido a um problema de digitação, sendo assim o e-mail chega na caixa de entrada de Leo - que tem um relacionamento eternamente problemático mesmo após o fim, que viaja muito e que ainda por cima, perde a mãe.

A partir dai, uma estranha e cômica amizade é iniciada por meio e e-mails, sendo esse todo o formado do livro: e-mails. Com a partezinha do assunto e tudo. Mas, a partir de um certo momento, essa amizade vai se tornando um vício e ambos passam a sentir falta um do outro quando não estão conversando. E sinceramente, é impossível não se identificar ora com Emmi, ora com Leo. Seja por suas maneiras de ver o mundo, de argumentar... Tanto faz: verdade seja dita, em algum momento você se identificará.

No começo de tudo, Emmi é para Leo uma válvula de escape da sua 'realidade', da sua vida perfeita. Para Leo, Emmi é como um diário que dá opiniões e alfinetadas. Mas com o passar dos meses (isso mesmo, meses) a relação vai se modificando, e isso torna a história ainda mais realística. Até que ponto isso é saudável? E as consequências? 

Recomendo esse livro a todas as pessoas. Nos faz pensar sobre a legitimidade das relações, sobre a veracidade dos sentimentos e da forma como os sentimos. (E para quem, assim como eu, ler e ao final estiver sedendo por uma continuação, vem ai: A sétima ond@, ainda não chegou no Brasil mas se procurar bem, é possível encontrá-lo na internet)

Querida Emmi,
demos uma pausa nos e-mails por três dias. Acho que agora podemos aos poucos retornar. Espero que você tenha um bom dia de trabalho. Penso muito em você, de manhã cedo, ao meio-dia, no fim da tarde, à noite, entre esses horários, e logo antes e depois deles - e também durante eles.

Com todo o carinho,

Leo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Doidas e Santas


Pela primeira vez me dediquei na leitura de um livro de crônicas. Não das mais clássicas e conhecidas, mas crônicas da jornalista, escritora, cronista e poetisa brasileira Martha MedeirosDoidas e Santas reúne cem crônicas que, cada uma ao seu modo, extraem uma emoção de quem as lê. Sejam gargalhadas, lágrimas ou momentos de reflexão.

Para quem tiver interesse em comprar, a Livraria Saraiva tem para vender e está aqui, mas para quem não tiver preconceitos e assim como eu adorar visitar sebos, pode encontrar também (eu mesma comprei o meu por R$15,00 e o livro está em perfeito estado). 

Confesso que não sei bem como descrever o livro, posso apenas dizer que não é daqueles que você pega e fica horas e horas lendo. É um livro gostoso de ser lido aos poucos. Uma crônica por dia, talvez - que bela ideia para um "Desafio dos 100 dias". Entre todas as crônicas, as minhas favoritas são:

Obrigada por Insistir
"Obrigada por insistir para que eu deixasse você, para que eu fosse seguir minha vida, obrigada pela sua confiança de que seríamos melhores amigos do que amantes, eu estava presa a uma condição social que eu pensava que me favorecia, mas nada me favorece mais do que essa liberdade para a qual você, que me conhece melhor do que eu mesma, apresentou-me como saída."

O Cartão
"Se você for uma garota boba como eu fui, acorde. Ninguém é muita areia pra ninguém. Pessoas aparentemente especiais se apaixonam por outras aparentemente banais e isso não é um trote, não é uma pegadinha, não é nada além do que é: um inesperado presente da vida, que todos nós merecemos."

A separação como um ato de amor
"É sabida a dor que advém de qualquer separação, ainda mais da separação de duas pessoas que se amaram muito e que acreditaram um dia na eternidade desse sentimento."

Mãos dadas no cinema
"Pergunte a mesma coisa a alguém que está vivendo uma dor-de-cotovelo daquelas. Mesmo sofrendo, é provável que não se comova com a lembrança das brigas e nem dos "eu te amo", mas ter que assistir a uma comédia romântica de braços cruzados há de feri-la de morte."

Vou parar por aqui porque acabei percebendo que dentre as cem, mais ou menos cento e quinze são ótimas. Vai aqui a recomendação. O ano não precisa ser só de pressão ou dúvidas, relaxar e deixar a mente livre são armas excelentes para quem quer descansar e ter sucesso.